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sábado, 27 de outubro de 2012


“No dia em que sorri para você sua mente voava e você não percebeu.
No momento em que mostrei meu interesse sua mente vagava e você não entendeu.
Quando tentei te dar carinho sua mente estava longe e você não sentiu.
Só quando parti a dor fez sua mente prestar atenção.
Só quando me fui a tristeza fez sua mente focar em mim.
Só quando estava longe sua mente pediu para suas mãos me acariciarem.
Só quando estava ausente sua mente estava presente.
Você desperdiçou o amor e abraçou a dor”.

O espírito evoluído deve manter sempre suas vibrações elevadas 



Regis Mesquita




O espírito que evolui caminha para a neutralidade, pois cabe a ele manter-se em vibrações elevadas mesmo que à sua volta impere vibrações, pensamentos e sentimentos inferiores ou de sofrimento. Ao manter sua vibração elevada e sua mente clara e calma, o espírito elevado consegue aquietar o ambiente, e gerar condições para soluções eficientes, nobres e sensatas.

Regis Mesquita
http://www.facebook.com/nascervariasvezes


A palavra de Lao Tse: “reaja inteligentemente, mesmo a um tratamento não inteligente.” Lao Tse


A principal tarefa de quem quer ser uma pessoa boa é desenvolverqualidades e habilidades. Ter o que ofertar ao próximo é o início de qualquer boa ação. Se a pessoa desenvolve a paciência, poderá ofertar paciência. Se desenvolver a capacidade de cuidar de um doente, poderá ofertar isto. Quanto mais qualidades e habilidades, mais terá para ofertar.

Todavia, se a outra pessoa se deixar influenciar pela situação do outro, irá diminuir sua capacidade de oferta. Pense no seguinte exemplo: uma mãe estava desesperada com o filho acidentado. A pessoa que podia ajudá-la também ficou desesperada; não teve condições psicológicas para doar calma e tranquilidade. Se ela tivesse mantido a neutralidade, teria serenidade para transmitir, diminuindo um pouco o sofrimento da mãe.

Algumas pessoas pouco evoluídas dizem que amigo é aquele que chora junto. Este é o amigo pouco evoluído, o amigo evoluído está junto transmitindo paz, serenidade e consolação. O amigo evoluído ajuda a resolver os problemas imediatos, ampara em assuntos que o outro não encontra em situação de resolver. Se for evoluído, terá tantas coisas boas para ofertar que ele não precisará chorar junto. Ele emana, por exemplo, bondade, permitindo que o sofrimento se faça um pouco mais leve.

Os ideais da sociedade são úteis para regular o comportamento de pessoas pouco evoluídas. Quando estas pessoas evoluem, elas devem adotar práticas mais saudáveis. Elas devem preservar sua capacidade de ofertar o que é bom e nobre, mesmo em situações nas quais esta opção seja difícil. Por exemplo: quem tem muito a ofertar costumeiramente doará mais do que receberá. São poucas as pessoas preparadas para doar muito; portanto, é comum pessoas capazes de ofertar muito encontrarem com pessoas que ofertam menos. Muitas vezes os grandes ofertadores irão se sentir “bobos”. Se permitirem ser dominados pelas sensações negativas, irão negar a oferta e terão um grande esforço para ficarem piores.

O caminho mais fácil, saudável e satisfatório, para quem tem muitas qualidade e habilidades, é permitir que suas qualidades e habilidades fluam. Mesmo que os outros não mereçam, o melhor caminho é permitir fluir o que existe dentro dele -  ser o que ele é. Quanto mais oferta mais forte ficam as qualidades e habilidades. Quem mais usufrui é a própria pessoa. Ao contrário, para paralisar este fluir/doação é necessário agregar negatividades, como raiva, rancor, orgulho, etc. O maior prejudicado é a própria pessoa.

Se você for bondoso, terá mais trabalho para não ser bondoso. Será mais simples e eficiente ser o que você já é - bondoso. Além disso, cultivará habilidades que irão fortalecê-lo. Preservar o que já existe de nobre dentro de cada um é uma tarefa de suma importância, razão pela qual a neutralidade é uma qualidade extremamente bem vinda.


 “Um mundo evoluído é composto por pessoas que possuem muito que ofertar e ofertam intensamente. Ou seja, eles se permitem estabelecer trocas, visando compartilhar o conhecimento e gerar ajuda mútua”.   Caminho Nobre 

Considerações sobre como o amor ajuda na evolução humana




Regis Mesquita


Ya pihi irakema - "fui contaminado pelo seu ser" é o termo usado pelos índios Yanomamis para dizer que estão amando. Ou seja, amar alguém é permitir que algo do outro entre dentro de si e lá se aloje e cresça. O benefício é sempre de quem ama, principalmente quando houver desapego. É dentro da pessoa que ama que o novo está se formando, permitindo descobertas, inovações e novas experiências. Muitos ficam com medo, pois sentem que ao amarem controlarão menos suas vidas. A função do amor é esta: diminuir o controle do ego sobre a vida humana e incentivar o ser humano ir além das suas imaturidades, inexperiências e receios. Afinal, nascemos para evoluir; não existe evolução sem experimentação.

O amor é uma forma de gerar vitalidade e mobilizar o ser humano para a vida ampliada. O psiquismo da pessoa é que determinará a forma que será dada a esta mobilização e vitalidade. Amor é um verbo; movimento e mobilização. Amor é ampliação da consciência e o Fluir.

O amor, portanto, não permite com que o ego de cada ser humano limite suas experiências e sua evolução.

A família é o campo de provas para a evolução do espírito


A família é o campo de provas para a evolução do espírito




“Todos os vínculos afetivos possuem a mesma função: criar um ambiente adequado para a vivência do que é nobre e para a superação do que é imaturo”.

Trecho do livro Nascer Várias Vezes


Familiares com diferentes personalidades e diferentes níveis evolutivos têm nos vínculos afetivos a principal força que dificulta a separação física e emocional. O vínculo é necessário para mantê-los juntos o tempo suficiente para serem obrigados a interagirem.

Vínculo, portanto, força a interação e a troca. A troca entre espíritos em evolução (os membros da família) envolve o que é bom e o que é ruim.

O espírito não nasce em qualquer família, ele nasce na família que é capaz de lhe oferecer o bom e o ruim que ele precisa. É uma complementação recíproca. As vezes, esta complementação produz experiências muito difíceis, pois a imaturidade de um pode ser fundamental para estimular a evolução do outro. 

Veja este exemplo: um pai extremamente controlador teve um filho extremamente egoísta e raivoso. Enquanto o pai foi controlador, apenas aumentou suas dificuldades com o filho. Graças à personalidade conturbada do filho, o pai conseguiu superar esta tendência negativa de controlar/manipular o outro. Seu espírito aprendeu uma importante lição; e pode (anos depois) ajudar o filho na superação do traço egoísta. O vínculo entre os dois se manteve por décadas, apesar das desavenças. Esta proximidade afetiva foi fundamental para a evolução dos dois.

O vínculo afetivo dura dezenas de anos. Deus organizou a vida desta forma porque sabe que uma das mais importantes necessidades humanas é apaciência. Deus é o exemplo. Tem paciência conosco; Ele sabe que poderíamos ter evoluído muito mais ao longo de centenas de encarnações. Mesmo assim não desiste nunca de cada espírito que Ele gera. Deus é perseverante e, por ser muito evoluído, mantém sua satisfação mesmo sabendo dos espíritos que teimam em não evoluir. Este é o modelo a ser seguido por pais e filhos, irmãos e irmãs: seguir o caminho nobre mesmo que o outro não o faça; focar em ofertar o que é nobre mesmo que o outro não consiga retribuir.

A família é o campo de provas dos espíritos, principalmente dos espíritos mais evoluídos. Vivendo em família, eles terão mais a ofertar do que os outros membros menos evoluídos. O orgulho torna muito difícil a situação na qual se oferta bastante e a retribuição é pouca. Todavia, o espírito mais evoluído deve ter a consciência de que sua evolução somente terá continuidade se ele enfrentar o seu orgulho. Dentro dele surgirá o boicote à sua evolução, pois seu ego lhe causará mal estar por estar sendo “bobo” ou sofrendo “à toa”. Esta é uma das batalhas em família; parte da luta acontece na relação com os outros membros da família e parte acontece internamente.

Viver em família é lidar com um conjunto de forças internas e externas que mobilizam as pessoas para enfrentarem o desafio de suas missões de vida. Quem aproveitar este desafio irá evoluir e terá como prêmio a superação facilitada de todos os problemas e o usufruto maior de todas as qualidades e oportunidades.

Autor: Regis Mesquita

Mediunidade no tempo de Jesus




 
Mediunidade no tempo de Jesus
Paulo da Silva Neto Sobrinho

"Se alguém julga ser profeta ou inspirado pelo Espírito, reconheça um
mandamento do Senhor nas coisas que estou escrevendo para vocês" (PAULO, aos coríntios).

Introdução

A mediunidade é uma faculdade humana que consiste na sintonia espiritual entre dois seres. Normalmente, a usamos para designar a influência de um Espírito desencarnado sobre um encarnado, entretanto, julgamos que, acima de tudo, por se tratar de uma aquisição do Espírito imortal, pouco importa a situação em que se encontram esses dois seres, para que se processe a ligação espiritual entre eles.

É comum que ataques ao Espiritismo ocorram por conta desse "dom", como se ele viesse a acontecer exclusivamente em nosso meio. Ledo engano, pois, conforme já o dissemos, é uma faculdade humana, e assim sendo, todos a possuem, variando apenas quanto ao seu grau.

Os detratores querem, por todos os meios, fazer com que as pessoas acreditem que isso é coisa nova, mas podemos provar que a mediunidade não é coisa nova e que até mesmo Jesus dela pode nos dar notícias. É o que veremos a seguir.

A mediunidade e Jesus

Quando Jesus recomenda a seus doze discípulos a divulgação de que o "reino do Céu está próximo" fica evidenciado, aos que estudaram ou vivenciam esse fenômeno, que o Mestre estava falando mesmo era da faculdade mediúnica. Entretanto, por conta dos tradutores ou dos teólogos, essa realidade ficou comprometida no texto bíblico. Entretanto, como é impossível "tapar o sol com uma peneira", podemos perfeitamente identificá-la, apesar de todo o esforço para escondê-la.

O evangelista Mateus narra o seguinte:

"Eis que eu envio vocês como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Tenham cuidado com os homens, porque eles entregarão vocês aos tribunais e açoitarão vocês nas sinagogas deles. Vocês vão ser levados diante de governadores e reis, por minha causa, a fim de serem testemunhas para eles e para as nações. Quando entregarem vocês, não fiquem preocupados como ou com aquilo que vocês vão falar, porque, nessa hora, será sugerido a vocês o que vocês devem dizer. Com efeito, não serão vocês que irão falar, e sim o Espírito do Pai de vocês é quem falará através de vocês". (10,16-20).

A primeira observação que faremos é que por ter tentado a Eva, dizem que a serpente seria o próprio satanás, entretanto, isso fica estranho, porquanto o próprio Jesus nos recomenda sermos prudentes como as serpentes. Esse fato demonstra que tal associação é apenas fruto do dogmatismo que só produz o fanatismo religioso.

Essa fala de Jesus é inequívoca quanto ao fenômeno mediúnico: "não fiquem preocupados como ou com aquilo que vocês vão falar, porque, nessa hora, será sugerido a vocês", e arremata: "Com efeito, não serão vocês que irão falar, e sim o Espírito do Pai de vocês é quem falará através de vocês". A tentativa de esconder o fenômeno fica por conta da expressão "o Espírito do Pai", quando a realidade é "um Espírito do Pai" a mudança do artigo indefinido para o artigo definido tem como objetivo principal desvirtuar a fenomenologia em primeiro plano e em segundo, mais um ajuste de texto bíblico para apoiar a trindade divina copiada dos povos pagãos.

O filósofo e teólogo Carlos Torres Pastorino abordando a questão da mudança do artigo, diz:

"...Novamente sem artigo. Repisamos: a língua grega não possuía artigos indefinidos. Quando a palavra era determinada, empregava-se o artigo definido `ho, he, to'. Quando era indeterminada (caso em que nós empregamos o artigo indefinido), o grego deixava a palavra sem artigo. Então quando não aparece em grego o artigo, temos que colocar, em português, o artigo indefinido: UM espírito santo, e nunca traduzir com o definido: O espírito santo". (Sabedoria do Evangelho, volume 1, pág 43).

Se sustentarmos a expressão "o Espírito do Pai" teremos forçosamente que admitir que o próprio Deus venha a se manifestar num ser humano. Pensamento absurdo como esse só pode ser pela falta de compreensão da grandeza de Deus. Dizem os cientistas que no cosmo há 100 bilhões de galáxias, cada uma delas com cerca de 100 bilhões de estrelas, fazendo do Universo uma coisa fora do alcance de nossa limitada imaginação, mas, mesmo que a custa de um grande esforço, vamos imaginar tamanha grandeza. Bom, façamos agora a pergunta: o que criou tudo isso? Diante disso, admitir que esse ser possa estar pessoalmente inspirando uma pessoa é fora de proposto, coisa aceitável a de povos primitivos, cujos conhecimentos não lhes permitem ir mais longe, por restrição imposta pelo seu hábitat.

A mediunidade no apostolado

Um fato, que reputamos como de inquestionável ocorrência da mediunidade, aconteceu logo depois da morte de Jesus, quando os discípulos reunidos receberam "como que línguas de fogo" e começaram a falar em línguas, de tal sorte que, apesar da heterogeneidade do povo que os ouvia, cada um entendia o que falavam em sua própria língua. Fato extraordinário registrado no livro Atos dos Apóstolos, desta forma:

"Quando chegou o dia de Pentecostes, todos eles estavam reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como o sopro de um forte vendaval, e encheu a casa onde eles se encontravam. Apareceram então umas como línguas de fogo, que se espalharam e foram pousar sobre cada um deles. Todos ficaram repletos do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem. Acontece que em Jerusalém moravam judeus devotos de todas as nações do mundo. Quando ouviram o barulho, todos se reuniram e ficaram confusos, pois cada um ouvia, na sua própria língua, os discípulos falarem". (Atos 2, 1-6).

Aqui podemos identificar o fenômeno mediúnico conhecido como xenoglossia, que na definição do Aurélio é: A fala espontânea em língua(s) que não fora(m) previamente aprendida(s). Mas, como da vez anterior, tentam mudar o sentido, para isso alteram o artigo indefinido para o definido, quando a realidade seria exatamente que estavam "repletos de um Espírito santo (bom)".

Fato semelhante aconteceu, um pouco mais tarde, nomeado como o Pentecostes dos pagãos:

"Pedro ainda estava falando, quando o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a Palavra. Os fiéis de origem judaica, que tinham ido com Pedro, ficaram admirados de que o dom do Espírito Santo também fosse derramado sobre os pagãos. De fato, eles os ouviam falar em línguas estranhas e louvar a grandeza de Deus..." (At 10, 44-46).

Episódio que confirma que "Deus não faz acepção de pessoas" (At 10,34), daí podermos estender à mediunidade como uma faculdade exclusiva a um determinado grupo religioso, mas existindo em todos segmentos em suas expressões de religiosidade.

A mediunidade como era "transmitida"
A bem da verdade não há como ninguém transmitir a mediunidade para outra pessoa, entretanto, pelos relatos bíblicos, a imposição das mãos fazia com que houvesse sua eclosão, óbvio que naqueles que a possuíam em estado latente. Vejamos algumas situações em que isso ocorreu.

Em Atos 8, 17-18:

"Então Pedro e João impuseram as mãos sobre os samaritanos, e eles receberam o Espírito Santo. Simão viu que o Espírito Santo era comunicado através da imposição das mãos. Dêem para mim também esse poder, a fim de que receba o Espírito todo aquele sobre o qual eu impuser as mãos".

Simão era um mago que, com suas artes mágicas, deixava o povo da região de Samaria maravilhado. Mas, ao ver o "poder" de Pedro e João, ficou impressionado com o que fizeram, daí lhes oferece dinheiro a fim de que dessem a ele esse poder, para que sobre todos os que ele impusesse as mãos, também recebessem o Espírito Santo.

Em Atos 19, 1-7:

"Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as regiões mais altas e chegou a Éfeso. Encontrou aí alguns discípulos, e perguntou-lhes: `Quando vocês abraçaram a fé receberam o Espírito Santo?' Eles responderam: `Nós nem sequer ouvimos falar que existe um Espírito Santo'. Paulo perguntou: `Que batismo vocês receberam?' Eles responderam: `O batismo de João'. Então Paulo explicou: `João batizava como sinal de arrependimento e pedia que o povo acreditasse naquele que devia vir depois dele, isto é, em Jesus'. Ao ouvir isso, eles se fizeram batizar em nome do Senhor Jesus. Logo que Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e começaram a falar em línguas e a profetizar. Eram, ao todo, doze homens".

Será que podemos entender que o batismo de Jesus é "receber o Espírito Santo", conseguido pela imposição das mãos? A narrativa nos leva a aceitar essa hipótese, apenas mantemos a ressalva feita anteriormente quanto à expressão "o Espírito Santo".

A mediunidade como os dons do Espírito
Na estrada de Damasco, Paulo, que até então perseguia os cristãos, numa ocorrência transcendente, se encontra com Jesus, passando, a partir daí, a segui-lo. Durante o seu apostolado se comunicava diretamente com o Espírito de Jesus, demonstrando sua incontestável mediunidade.

Aliás, o apóstolo Paulo foi quem mais entendeu do fenômeno mediúnico, tanto que existem recomendações preciosas de sua parte aos agrupamentos cristãos de então. Ele o chamava de "dons do Espírito". "Sobre os dons do Espírito, irmãos, não quero que vocês fiquem na ignorância" (1Cor 12,1), mostrando-se interessado em que todos pudessem conhecer tais fenômenos.

E esclarece o apóstolo dos gentios:

"Existem dons diferentes, mas o Espírito é o mesmo; diferentes serviços, mas o Senhor é o mesmo; diferentes modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos. A um, o Espírito dá a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de ciência segundo o mesmo Espírito; a outro, o mesmo Espírito dá a fé; a outro ainda, o único e mesmo Espírito concede o dom das curas; a outro, o poder de fazer milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, o dom de falar em línguas; a outro ainda, o dom de as interpretar. Mas é o único e mesmo Espírito quem realiza tudo isso, distribuindo os seus dons a cada um, conforme ele quer". (1 Cor 12,4-11).

Novamente, mudando-se "o Espírito" para "um Espírito", estaremos diante da faculdade mediúnica, basta "ter olhos de ver".

Ao que parece, naquela época, os médiuns se preocupavam mais com a xenoglossia Paulo para desfazer esse engano novamente faz outras recomendações aos coríntios (1Cor 14,1-25). Disse ele:

"...aspirem aos dons do Espírito, principalmente à profecia. Pois aquele que fala em línguas não fala aos homens, mas a Deus. Ninguém o entende, pois ele, em espírito, diz coisas incompreensíveis. Mas aquele que profetiza fala aos homens: edifica, exorta, consola. Aquele que fala em línguas edifica a si mesmo, ao passo que aquele que profetiza edifica a assembléia. Eu desejo que vocês todos falem em línguas, mas prefiro que profetizem. Aquele que profetiza é maior do que aquele que fala em línguas, a menos que este mesmo as interprete, para que a assembléia seja edificada...".

Conclusão

Como apregoa a Doutrina Espírita o fenômeno mediúnico nada mais é que uma ocorrência de ordem natural. Podemos identificá-lo desde os mais remotos tempos da humanidade, e não poderia ser diferente, pois, em se tratando de uma manifestação de uma faculdade humana, deverá ser mesmo tão velha quanto a permanência do homem aqui na Terra.

Mas, infelizmente, a intolerância religiosa, a ignorância e, por vezes, a má-vontade, não permitiu que fosse divulgada da forma correta, ficando mais por conta de uma ocorrência sobrenatural, que só acontecia a uns poucos privilegiados. Coube ao Espiritismo a desmistificação desse fenômeno, bem como a sua explicação racional. Kardec nos deixou um legado importantíssimo para todos que possam se interessar pelo assunto, quando lança O Livro dos Médiuns, que recomendamos aos que buscam o conhecimento dessa fenomenologia, ainda muito incompreendida em nossos dias.

Nov/2004.

Referência bibliográfica.
PASTORINO, Carlos Torres, Sabedoria do Evangelho, volume 1, Revista Mensal Sabedoria, Rio, 1964.
Bíblia Sagrada, Edição Pastoral, Paulus, São Paulo, 43ª ed. 2001.

Texto distribuído pelo grupo VidaspassadasBR

terça-feira, 23 de outubro de 2012

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Velhas recordações Velhas doenças



Trazemos múltiplos clichês mentais arquivados no inconsciente profundo de nós mesmos,
Algumas são velhas recordações danosas, herdadas nas mais variadas épocas seja na atualidade, seja nas existências dos passado.
Essas fontes emitem, através dos mecanismos, psíquicos, energias que não nos deixam, sair com facilidade, o fluxo desses eventos desagradáveis, registrados na nossa alma mantendo-nos retidos em antigas mágoas, e feridas morais, entre fardos da culpa e vergonha.
Por não recordarmos que o perdão a nós mesmos e aos outros é um poderoso, instrumento de cura para todos os males é que não deixamos nos abater, não deixamos o passado tomar conta de nós,
Tentamos viver alienados dos nossos ressentimentos, e velhas amarguras, mas estamos apenas adiando a solução futura porque essas medidas são temporárias.
Muitas moléstias antes consideradas como orgânicas, agora estão sendo reconhecidas como " psicossomáticas" porque se encontram fatores psicológicos
expressivos em sua origem.
As insanidades físicas são quase sempre traduzidas, como somatizações, das recordações doentias, de ódio, e vingança que se mantidas a longo prazo, resultam em doenças crônicas.
Portanto as causas das doenças somos nós, sobre nós mesmos, e para que tenhamos equilíbrio fisiológico é preciso cuidar de nossas atitudes íntimas, conservando a harmonia na alma.
Indulgência se define como, sendo a facilidade que se tem para perdoar.
Muitos de nós ficamos constantemente tentando provar que sempre estivemos certos
e tínhamos toda a razão, Outros ficam repisando erros e fatos alheios.
Se quisermos paz, saúde libertemo-nos desses fardos do passado, esses fardos é que nos impede de voar mais alto para o perdão incondicional.
Perdoar não significa esquecer as marcas profundas, que nos deixam, ou mesmo fechar os olhos para a maldade alheia. Perdoar é saber desenvolver o sentimento de compreensão.
Das velhas recordações e doenças nos libertaremos, quando as velhas recordações do "não perdão" pararem de comandar o leme de nossas vidas.

Espirito Amigo Hammed.
Renovando Atitudes.