Total de visualizações de página

domingo, 25 de agosto de 2013

O Pai Nosso e os Chakras

Para que esta energia de alta freqüência possa ser percebida pela materialidade humana, tem que ser rebaixada — Como se faz com a energia elétrica de alta voltagem, que deve ser transformada (por um transformador) — para que possamos utilizá-la.
A oração do Pai Nosso é uma interessante seqüência de afirmações e petições, que se inicia num nível vibratório de alta freqüência, altamente mística e vai decrescendo até freqüências mais baixas, puramente éticas.
A oração do Pai Nosso é como um caminho, porque passa a energia dentro de um transformador. O transformador, no caso, é o corpo humano, com seus diversos níveis de troca de energia.
As trocas de energia no corpo fazem-se através de plexos nervosos, com ritmos vibratórios distintos, que se distribuem pelo corpo em locais denominados “chacras”.
A energia divina é chamada, pela invocação de Deus. Entra pelo alto da cabeça, e vai sendo progressivamente transformada, a cada chacra que passa, até atingir o nível vibratório do chacra básico (genital), onde se encontra nossa materialidade.
Traz, desta forma, Deus até nós!
Vamos acompanhar, passo a passo, essa transmutação da energia divina, para que tenhamos uma compreensão da grandeza desta oração que Jesus nos deixou.
Chakra Coronário — Chamado da energia
Pai nosso que estás nos céus.
Esta primeira afirmação consiste na chamada da energia do Alto, na entrada desta energia pelo alto da cabeça, através do plexo coronário que, segundo os orientais, tem mil pétalas e gira com incrível velocidade.
Pai!
A prece se inicia com a chamada: — Pai! Esta simples afirmação, identificando Deus como Pai, é de um extraordinário alcance. Ao chamarmos Deus de Pai, estamos nos identificando como Seus Filhos.
Como Filhos, temos a potencialidade do Pai em nós. Nos identificamos com Deus em um nível energético extremamente elevado. Neste momento captamos a energia do alto!
Nosso
Quando dizemos “Nosso”, entendemo-nos como Irmãos de todos os seres. O Pai é nosso; não é só meu, porque somos todos Irmãos.
Esta conceituação amplia a anterior. A energia contida nesta afirmação – Pai Nosso! – é possível explicar, mas é impossível a um ser humano comum sentir esta afirmação com total percepção de amor. A emoção contida na total compreensão desta afirmação, seria de tal magnitude, que destruiria o sistema nervoso de um homem comum.
A grande mística, Santa Terezinha, não conseguia dizer a oração do Pai Nosso: quando iniciava a oração, perdia os sentidos. Santa Terezinha, nesse momento, tinha percepção e consciência desta energia de altíssima freqüência. Freqüência que o organismo humano não tem estrutura para suportar.
Que estais nos céus
Deus que está em toda parte, que impregna tudo, que É! Este é o conceito que Deus transmitiu a Moisés, quando este perguntou-lhe quem Ele era. A resposta foi:
- “Sou aquele que É!”
Nesta primeira afirmação da oração, temos a identificação de Deus, e a chamada do “Nome de Deus”. “Aquele que É”! Jafé! Jeová ! Iod-Hé-Vau-Hé! Nome que a boca humana não é capaz de pronunciar!
Explicar tais conceitos é possível; senti-los, entretanto, é totalmente impossível ao ser humano normal. Como se pode ver por este início, o que está escrito nos evangelhos transcende em muito a aparente simplicidade das palavras. A grandeza do Evangelho não está na letra morta, mas no espirito de quem o lê. O Evangelho é vivo!
Chakra Frontal
Santificado seja o vosso nome.
Entender esta petição, temos que antes entender o que quer dizer “santificado”.
Santificado – “Que seja considerado Santo”. Santo envolve o conceito de perfeição e de universalidade.
Nome – O nome não é como imaginamos, uma palavra que designa alguma coisa.
Nome é a vocalização ou a materialização de um ser ou objeto. O Nome de Deus é impronunciável!
Segundo os judeus, esse Nome só era pronunciado em determinado dia, no âmago do Santuário do Templo, pelo Supremo Sacerdote. O nome é a excelência do ser ou do objeto.
O Nome de Deus é a essência de Deus – é o próprio Deus!
Nesta petição mística, pedimos que Deus seja aceito por tudo e por todos, como a perfeita harmonia universal (Santo). Como sendo “Aquele que É”! Que Deus seja a harmonia total, e que tudo e todos sejam o seu reino!
Aqui está expresso o conceito maior da unidade. Tudo e todos são Um! Este conceito não pode ser percebido pelos nossos sentidos.
Com esta petição mobilizamos a energia pela passagem no Chacra Frontal. A energia transformada, neste ponto, já permite uma certa compreensão, que muito se aproxima de uma inspiração, e que pode ser percebida através da região frontal ou do “terceiro olho”.
Chakra Laríngeo
Venha a nós o vosso reino
Na petição anterior pudemos ter uma pequena inspiração do que seja o “Reino de Deus”. Nesta segunda petição mística, pedimos que este “reino”, esta harmonia de todos e de tudo, venha a até nós. O reino de Deus manifesta-se através do Verbo! “No inicio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1, 1).
O Verbo, o Logos, o Cristo, se manifestam pela palavra. Através da palavra é que podemos materializar a energia que vem de outros níveis.
Sabe-se hoje que o som é a energia vibratória que mais próximo se encontra da matéria. Com facilidade materializamos um som, fazendo vibrar a limalha de ferro em uma placa, formando figuras.
O som e o Verbo manifestam-se através do Chacra Laríngeo, onde encontra-se nossa capacidade de expressão pela palavra. O modo do Reino vir até nós é através do nosso Chacra Laríngeo. A conceituação expressa nesta terceira afirmativa movimenta o Chacra Laríngeo, pela passagem da energia divina por ele.
Na simbologia da Torre de Babel, podemos observar que a perda do reino (harmonia entre os homens), deu-se pela perda da possibilidade de expressão pelo homem. A perdição do homem foi pela perda da palavra, em conseqüência de sua presunção. Notamos que, a cada descida da energia divina, fica-nos mais acessível o entendimento.
Chakra Cardíaco
Seja feita vossa vontade assim na terra como nos céus.
Claro que a vontade de Deus se fará sempre em todos os lugares! Independendo da nossa vontade e das nossas rogativas. Nossa vontade não é oriunda da mente racional, como muito pretensiosamente julgamos. A vontade é um impulso que parte de dentro do coração, que a mente transforma e adapta às suas necessidades.
Vemos no Evangelho que muitas vezes Jesus afirma este conceito – “Porque pensais assim em vossos corações”.
Que nossos corações aceitem e entendam a “Vontade de Deus”! Esta é a síntese da quarta petição.
Neste ponto a energia é transformada pela passagem pelo plexo do Chacra Cardíaco.
A petição é de que nosso coração tenha o entendimento desta Vontade. Que esta vontade seja aceita tanto em cima como embaixo (na terra como nos céus). A afirmação adquire aqui uma conotação interessante. O Chacra Cardíaco é o chacra que fica no meio do corpo. A figura de céu e terra, colocada neste ponto da oração, é de uma clareza e de uma beleza poéticas.
Podemos ver que a cada descida da energia, fica mais compreensível o entendimento e mais clara a correlação com os plexos energéticos (chacras) do corpo humano.
Neste ponto encerram-se as 3 petições que são de conteúdos místicos, passando-se às 4 seguintes que são de conteúdo ético.
Chakra Umbilical
O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.
As petições éticas são de mais fácil entendimento. A energia já se encontra em níveis vibratórios próximos à nossa consciência. De uma forma poética, o pão está representando todas as nossas necessidades de sobrevivência neste mundo. Difícil achar forma mais clara de expressar tal abrangência.
“O pão nosso de cada dia dai-nos hoje” – não o pão do dia de amanhã: somente o de cada dia, a seu tempo. Esta petição envolve não só a satisfação de nossas necessidades materiais, como também as psicológicas, pedindo que tenhamos confiança e fé de que o pão de amanhã será servido a seu tempo. Que não tenhamos ambição e ganância para acumular tesouros terrenos, que as traças e a ferrugem destróem.
A primeira petição ética é claramente a ativação do Plexo Solar, Umbilical ou do Estômago, que é representado pelo Chacra Umbilical.
Chakra Esplênico
Perdoa as nossas dividas, assim como nós perdoamos os nossos devedores.
Esta petição, que de inicio parece mística, é uma forte petição ética, como vamos ver a seguir. Nas nossas dívidas estão as nossas culpas. Quando temos culpa, ficamos vinculados a essa culpa de uma maneira quase física.
A culpa nos prende pela emoção. A emoção é diferente do sentimento;  é acompanhada de manifestações físicas (calafrios, rubores, suores, arrepios). As emoções são percebidas através do abdome. Os vínculos obsessivos com entidades espirituais fazem-se através do Plexo Esplênico.
Como é possível perdoar nossas culpas? Seria injusto Deus perdoar uns e não perdoar outros. Não é Deus que perdoa nossas culpas, somos nós mesmos! Perdoamos na medida em que nos tornamos capazes de perdoar os nossos devedores. Quando conseguimos perdoar nossos devedores, desfazemos esse vínculo esplênico da culpa. Perdoar os nossos devedores não é uma atitude mística e sim ética.
Perdoar, ou não, os nossos devedores, é mais importante para nós do que para o devedor. Perdoar é uma atitude lógica, racional e do interesse de cada um. Na medida em que perdoamos é que somos perdoados. Por mais que sejamos perdoado, só estaremos perdoados, quando nós mesmo nos perdoarmos! Esta segunda petição ética é colocada de uma forma impressionante sobre o Plexo Esplênico, orientando a forma com que a energia tramita por este chacra.
Chakra Sacro e Básico
Não nos deixeis cair em tentação.
Esta petição tem características muito interessantes. Não se pede aqui para que não existam tentações. Também não se pede que não sejamos submetidos às tentações. Que existam! Que sejamos tentados! Que tenhamos força para não cairmos nelas!
Não podemos evitar as tentações da matéria, porque vivemos nela. Viver na matéria é a principal finalidade de nossa existência neste “eon”. Não podemos pedir que nos liberte do mundo! Pedimos que não fiquemos presos às tentações do mundo. Que saibamos viver no mundo sem ficarmos presos às coisas terrenas.
Com esta terceira petição ética chegamos com a energia divina até nossa materialidade terrena.
Nossos plexos Sacro e Genital (básico) são a parte do nosso corpo que nos põe em contato com o mundo material. Neste ponto, temos mais uma interessante colocação desta prece, quando separa o chacra sacro do chacra básico. Há entre os estudiosos dos chacras aqueles que os consideram como um único chacra. Provavelmente com a intenção de que o número dos chacras sejam sete.
Na prece, os chacras sacro e básico aparecem separados de uma forma bastante sutil, o que dá margem a interpretar os chacras como sete ou oito. A ultima petição pode parecer incluída nesta.
Livrai-nos do mal.
Esta ultima petição ética é de difícil interpretação. Ficou claro na petição anterior, que a tentação não é o mal.
O que seria este mal? Poder-se-ia entender o mal como sendo o caminho da satisfação dos sentidos, o mergulho do homem na sua materialidade. Sendo este caminho uma opção de fé e de vida. Alegam alguns magos negros que esta seria um opção divina. Já foi o próprio Deus que nos colocou os sentidos e nos proporcionou o prazer em satisfazê-los.
A doutrina de Jesus é clara em mostrar que é mesmo necessário que tenhamos nossos sentidos satisfeitos, até o momento em que tenhamos chegado ao fim do poço da jornada da satisfação destes sentidos, para então reiniciarmos o caminho de volta a Deus, como bem está demonstrado na parábola do Filho Pródigo.
O homem é sem duvida muito mais que a sua materialidade. A plena satisfação da materialidade não conduz o homem à felicidade. Este fato está sendo demonstrado de modo prático e claro, neste fim de ciclo pelo qual estamos passando. O homem vem tendo todas as suas necessidades satisfeitas pelo progresso da ciência e da tecnologia, sem que isto o torne mais feliz. Esta interpretação não faz sentido, não só nesta prece, como também não se sustenta por si mesma.
O verdadeiro mal também não consiste em se ser mau. A grande maioria dos que são maus, o são por defesa, por medo, ou por ignorância. “Deus faz nascer o sol todas as manhãs igualmente para os bons e para os maus”. Não se pode aceitar que exista um mal organizado, que se contraponha ao bem e à harmonia de Deus. Desta forma, estaríamos aceitando um Deus que não seria onipotente. Não há dualidade entre bem e mal. Fazer o mal gera uma reação externa, que se volta contra o próprio homem, criando agressões dos outros homens ou do meio.
Quanto mais adiantado o homem, fazer o mal gera uma desarmonia interna que o faz sofrer. O homem está no mundo para evoluir e crescer, na compreensão deste ciclo evolutivo. Sendo mau, vai de alguma forma movimentar forças que se voltarão contra ele, não com o intuito de puni-lo, mas de educá-lo na compreensão deste ciclo evolutivo. Desta forma, vemos que ser mau não é o verdadeiro mal.
Estas observações levam-nos a admitir que o verdadeiro mal está na inércia do homem.
O mal está em ser morno, não ser frio nem quente. O mal está em não usar os “talentos” com que fomos brindados. O mal está em ficar parado! – Conforme foi dito pelo próprio Jesus.
Com esta ultima petição, se encerra esta maravilhosa oração.
A energia divina foi trazida até nós, rebaixada gradualmente através dos nossos vórtices de energia (chacras), vindo finalmente nos dar um impulso de vida. Impulso para que sigamos adiante!
Para que andemos!
Para que vivamos!
Por que vivendo, bem ou mal, certo ou errado, inevitavelmente estaremos cumprindo a Vontade de Deus que está em nós!
Amém!       

domingo, 18 de agosto de 2013

COMO EQUILIBRAR OS CHAKRAS COM CRISTAIS

COMO EQUILIBRAR OS CHAKRAS COM CRISTAIS

Para o Chakra Básico/Raiz/Terra - Pode utilizar um destes cristais: Jaspe Vermelho, Hematite, Turmalina negra, Cornalina, Ágata de fogo, Quartzo fumado, Rubi, Calcite vermelha...


Para o Chakra Esplénico/Sexual/do abdómen - Pode utilizar um destes cristais: Citrino, Topázio, Âmbar, Pedra do sol cor de laranja...


Para o Chakra do Plexo solar - Pode utilizar um destes cristais: Jaspe amarelo, olho-de-tigre, Labradorite dourada...


Para o Chakra Cardíaco - Pode utilizar um destes cristais: Aventurina, Calcite verde, Malaquite, Quartzo rosa, Jade, Jaspe verde...


Para o Chakra Laríngeo - Pode utilizar um destes cristais: Ágata renda azul, Turquesa, Água-marinha, Lápis-lazúli ...


Para o Chakra do Terceiro Olho/Frontal - Pode utilizar um destes cristais: Ametista, Azurite, Fluorite roxa...


Para o Chakra Coronário - Pode utilizar um destes cristais: Cristal de rocha, Danburite, Azestulite, Lepidolite, Angelite...

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Prece da Amazônia


A CONSEQUÊNCIA DO MAL TRATO AOS ANIMAIS

A CONSEQUÊNCIA DO MAL TRATO AOS ANIMAIS

Tanto a ciência como as religiões atuais não concordam entre si sobre o que ocorreu no passado do planeta Terra.

Em nosso grupo de trabalho , sabemos que há mais de 14.000 atrás existiam três civilizações neste planeta : os atlantes , os lemurianos e seres humanos primitivos. Como as duas civilizações mais evoluídas respeitavam o nível evolutivo de cada ser, pouco intervinham na evolução dos seres mais primitivos , mais pré-históricos , pois sabiam que cada ser possui seu tempo exato para evoluir.

Já naquela época e mesmo milhões de anos atrás , os seres humanos mais primitivos eram fáceis presas dos animais que lá existiam. Isto gerou um processo cármico a ser resolvido dos animais para com os seres humanos. Mas os animais sempre se alimentaram de seres humanos simplesmente para manterem sua sobrevivência.

Atualmente , a situação se inverteu : os seres humanos começaram a mal-tratar os animais num nível de total desrespeito e falta de amor. 

Existem milhares e milhares de locais no mundo onde os animais são apenas criados e engordados para depois serem abatidos. Nesses abatedouros vê-se aves que nascem e são criadas em gaiolas pequeníssimas , onde os animais se apertam entre si e onde nunca são amados. Os animais também possuem uma centelha divina ou alma e sentem tudo. Eles sabem quando estão sendo levados para a morte nos abatedouros. Sentem medo e terror e esta energia que depois impregna a carne que será posteriormente comida por seres humanos que absorvem não só a carne, mas as energias densas do medo daqueles animais no momento em que foram sacrificadas.

Também o ser humano pratica a chamada caça esportiva em que mata os animais por esporte e por prazer e não apenas para sobreviver.

Todos nós , criaturas do Universo , somos irmãos e extensões da Fonte Cósmica Criadora que se experimenta através de nós. Se praticarmos um ato que mal-trate outro ser,na verdade, primeiro, estaremos prejudicando a nós mesmos, pois TODOS SOMOS UM. Nestes casos , simplesmente abrimos em nosso campo de energia a possibilidade de que eventos negativos também aconteçam conosco no futuro. 

Nós sabemos , em nosso grupo de trabalho que está espalhado pelo mundo , que aqueles seres humanos que prejudicaram ou mal-trataram os animais nesta ou noutras vidas de qualquer forma, às vezes podem ser vítimas das chamadas "balas perdidas", situações em que uma pessoa perde a vida , por receber em seus corpos tiros que a nível tridimensional são aleatórios e sem explicação imediata ou parecem injustos. Neste caso, as pessoas que foram mortas, apenas estão colhendo o que plantaram , pois a lei Universal de Ação e Reação é implacável.

Portanto , jamais presenteiem seus filhos com as chamadas espingardas de "chumbinho".

Os animais são nossos irmãos evolutivos e sempre merecem nosso cuidado , carinho e Amor, pois eles também são seres em evolução.

Abraços a Todos !!

domingo, 4 de agosto de 2013

"Exceto pelos átomos de hidrogênio e hélio, 90% do seu corpo possui a mesma matéria das estrelas.
Quer motivo melhor pra acreditar que vocês são seres de Luz e Multidimensionais?"

Tamara Luperi



Ao cabo de sua missão, os mestres espirituais podem decidir deixar voluntariamente seu corpo físico, passando de forma consciente pela morte, ou melhor dizendo, pela transição. Essa prática ocorre há milhares de anos na Índia e em outros países do mundo. Após ter cumprido tudo o que era necessário na Terra, um mestre pode abandonar seu corpo físico, decidindo que chegou a hora de sua partida para outro plano.

Esse processo chama-se Mahasamadhi, na tradição da Yoga. Isso ocorreu com Ramakrishna, com Yogananda, Sri Aurobindo, Larihi Mahasaya e com vários outros yogues e místicos ocidentais e orientais. Essas almas têm plena consciência de sua missão e do seu plano de vida, das tarefas que precisam cumprir e do tempo necessário a sua permanência na Terra.

Uma pessoa comum morre através do esgotamento dos seus órgãos; um mestre espiritual sai conscientemente do corpo ao findar a sua missão. O Mahasamadhi ocorre em estados de consciência bem elevados, como os níveis de samadhi, tal como preconizados pela tradição da yoga. O yogue descarta seu corpo mortal e atravessa os portais da morte sem medo e sem incertezas.

Na maioria das vezes, quando um mestre espiritual passa pelo mahasamadhi, seu corpo se torna aquilo que se convencionou chamar de corpo incorruptível, como os corpos incorruptíveis que observamos de vários santos católicos. Mas incorruptibilidade é um termo impreciso, posto que o corpo físico não é incorruptível, mas apresenta uma degeneração num tempo bem maior do que o corpo de pessoas comuns. Em outras palavras, o estado de putrefação e desagregação do corpo demora muito mais a ser decomposto. Foi o que ocorreu com vários santos católicos. Isso ocorre por que o estado de consciência dos santos cria um magnetismo ou uma energia sutil que preserva seus corpos por mais tempo do que o habitual, mais resistentes a ação do tempo. Hoje em dia podemos visitar o mausoléu de personalidades cristãs que foram canonizadas pela Igreja e mantém seus corpos físicos em prolongados períodos de conservação.

Há uma passagem de Conríntios belíssima que ilustra bem esse ponto e aborda a inexistência da morte: “E quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade e este corpo mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá o que está escrito: A morte foi tragada pela vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó sepulcro, a tua vitória?” (I Coríntios 15:54-55)

Do livro "Espiritualidade para Todos"
Via Hugo Lapa